• Alan Oju

Leitura de portfólio on-line: MUnA


MUnA abre exposição on-line “Percursos, Desejos e Dilação”


Mostra propõe abertura de processos do artista Alan Oju e reflete sobre a relação entre cidade, arte e subjetividade


Por:

Beatriz Ortiz


O Museu Universitário de Arte da Universidade Federal de Uberlândia (MUnA/UFU) vai exibir a exposição on-line “Percursos, Desejos e Dilação”, do artista Alan Oju, a partir da próxima segunda-feira (30/11). A mostra ficará disponível no site do museu até janeiro de 2021.


A exposição propõe uma abertura dos processos de pesquisa de Oju, que reflete sobre a repercussão dos espaços urbanos na produção da subjetividade do sujeito urbano contemporâneo. A mostra pondera sobre como os regimes semióticos da cidade produzem sentidos, identificações e maneiras de perceber o mundo, direcionando escolhas e modos de vida.


Ao todo, 15 seções vão compor a exposição on-line, intercalando obras finalizadas com imagens de processos em andamento e abarcando intervenções do artista em cidades como Uberlândia, São Paulo, Barueri, Santana do Parnaíba e Itanhaém.


“Normalmente, no meu processo, eu vou para a rua e tento entender o que o espaço me diz. Depois, volto para o ateliê ou produzo na rua mesmo”, conta Oju. “O que estou propondo na exposição é uma abertura de processos, para que o espectador-internauta mergulhe dentro dos processos da exposição física, que foi adiada”.


Oficina


A exposição contará com a oficina “Fricções entre sujeito e espaço público nas artes visuais: um ponto de vista”, que também propõe a abertura de processos do artista, mas por uma perspectiva teórica.


A oficina, gratuita, será ministrada pelo artista em três encontros, de 90 minutos cada, no Google Meet. As aulas acontecerão sempre às terças-feiras, das 19h45 às 21h15. Como as temáticas dos encontros são modulares, o aluno poderá participar nos dias que preferir.


O primeiro encontro, denominado “Um ponto de vista”, acontecerá na próxima terça-feira (1º/12). Nele, Oju apresentará sua trajetória e alguns de seus trabalhos, expondo seu ponto de vista sobre a relação entre arte, sujeito e espaço urbano.


No segundo encontro, “Máquinas de sentido”, agendado para 8 de dezembro, o tema central será a cidade como uma máquina semiótica que captura seus habitantes e afeta seus corpos, influenciando escolhas e produzindo processos de subjetivação. A aula será embasada em artistas que dialogam com a questão e filósofos como Gilles Deleuze e Félix Guattari.


O terceiro e último encontro, “Cartografias”, no dia 15 de dezembro, problematizará o conceito de cartografia e a diferença dele com a etnografia. Oju utilizará como referência artistas que se debruçam sobre o tema, estabelecendo diálogos e comparações.


Há 30 vagas disponíveis para cada encontro. As inscrições para a primeira oficina podem ser realizadas por meio do formulário. Já as inscrições para as próximas oficinas serão divulgadas nas próximas semanas, tanto no Eventos UFU quanto no perfil do MUnA no Instagram e na página do museu no Facebook.

Sobre o artista


Alan Oju nasceu em Santo André (SP), em 1985. Estudou História na Fundação Santo André, realizou formação livre em fotografia e trabalhou como arte-educador entre 2010 e 2014. Ele possui mestrado em Poéticas Visuais na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e, hoje, trabalha como artista-orientador no Programa Vocacional da cidade de São Paulo.


Os trabalhos de Oju utilizam de diversos métodos cartográficos para produzir intervenções, fotografias, vídeos, performances, objetos, pinturas e instalações. Eles refletem sobre as fricções entre o corpo da cidade e os corpos dos sujeitos e os processos de subjetivação subsequentes.


Oju já realizou as exposições individuais “Fragmentos” (2015), na Oficina Cultural Oswald de Andrade, e “Paisagem urbana: frestas, fricções e descaminhos”, no Espaço de Artes da USP. Também já participou de diversas exposições coletivas, dentre elas “Sobre Lugares e Gestos” (2014), no Museu da Imagem e do Som (MIS), “(In)Corporatura” (2016), na Galeria Monica Filgueiras, e “Casa Carioca” (2020), no Museu de Arte do Rio (MAR). O artista também ganhou os prêmios “Visualidade Nascente - Artes Visuais” (2016), da Universidade de São Paulo; “Foto Única” (2019), do Festival de Fotografia de Paranapiacaba; e “Arte como Respiro - Audiovisual” (2020), do Itaú Cultural.


TEXTO PUBLICADO EM:

http://www.comunica.ufu.br/noticia/2020/11/muna-abre-exposicao-line-percursos-desejos-e-dilacao

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